Médico que matou a ex-esposa é preso durante palestra em que criticou a impunidade

Jornal da Cidade Online

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A Polícia Civil de Goiás prendeu esta semana o médico mineiro Alfredo Carlos Dias Mattos Junior, de 47 anos, que estava foragido da Justiça após ser condenado por matar sua ex-mulher, Magda Maria Braga de Mattos.Ela morreu após ser dopada e receber uma dose de álcool no soro que ela tomava na veia enquanto estava internada

Alfredo Carlos, em 1999, já separado da ex-mulher Magda Maria Braga de Mattos, descobriu que ela estava namorando. Movido pelo sentimento de posse ou pelo machismo, resolveu matá-la. É o que consta no processo que condenou o médico a uma pena de 14 anos de prisão, considerado culpado de crime de homicídio qualificado.

O assassinato ocorreu em 28 de abril de 1999. Segundo as investigações, Magda Maria foi internada em um hospital de Nova Lima (MG) para fazer uma cirurgia e tratar dores abdominais. O ex-marido, conforme o Ministério Público, foi até o leito, dopou a mãe da vítima (companheira de quarto da paciente) com um suco e aplicou álcool no soro da ex-mulher, causando sua morte.

Condenado pelo tribunal do júri, o médico recorreu da sentença, alegando que era inocente. Ele aguardava o recurso em liberdade. Em março do ano passado, a decisão foi mantida pelo TJ-MG e um mandado de prisão contra ele expedido. Porém, ele não foi localizado.

Na terça-feira (18), provavelmente sem saber que a polícia estava no seu encalço, o médico dava uma palestra para estudantes de medicina em Rio Verde (GO). O filho do médico estuda na instituição e postou um panfleto na Internet sobre a apresentação, o que ajudou a polícia a encontrá-lo. A palestra tinha como tema a pena de morte.

Ironicamente, durante sua palestra, Alfredo criticou o sistema judiciário brasileiro, sustentando que a impunidade no país é preocupante, uma vez que a maioria dos crimes não é solucionada.

O médico estava morando há 10 anos em Goiás e já chegou a ser diretor do Hospital de Urgências de Goiânia. Ao ser detido, o médico alegou que era inocente e que a condenação foi injusta.

Ele está recolhido ao Presídio Municipal de Rio Verde (GO), aguardando a remoção já determinada pela Justiça de Minas Gerais. (Com informações do Jornal da Cidade Online).

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